Brasil supera derrota para os EUA e foca na disputa do Pré-Olímpico

Brasil supera derrota para os EUA e foca na disputa do Pré-Olímpico

8 de julho de 2019 Off Por AFFTVVOLEI




Com tantos contratempos enfrentados pela seleção brasileira de vôlei feminino na Liga das Nações (lesões, pedidos de dispensa…), todos esperavam uma seleção enfraquecida e desistida. No jogo, a instabilidade saltou aos olhos em alguns momentos – que foi natural em meio a tantos problemas. Mas, embora tenha sido derrotada na final para os Estados Unidos, o saldo rumo à disputa do Pré-Olímpico, em agosto, é totalmente positivo. José Roberto Guimarães foi um dos grandes responsáveis por isso.

Para fazer suas escolhas iniciais, Zé Roberto usou o Minas, recém-campeão da Superliga, como base para montar sua equipe. Este foi seu primeiro acerto. Macris, Gabi, Natália, Mara e Léia formaram a espinha dorsal da seleção na Liga das Nações. O entrosamento entre as jogadoras, destaques do time mineiro na conquista do campeonato nacional, deu um rumo à equipe em quadra. Apenas Natália, fora dos primeiros jogos para trabalhar a parte física, demorou um pouco mais para se encaixar no time, mas logo assumiu o papel de protagonista. A lesão no segundo set da decisão foi um baque que a seleção não conseguiu superar na busca pelo título.

Gabi, foi quem mais brilhou na seleção. A ponteira terminou a Liga das Nações como o maior destaque individual do time. Aos 25 anos, se firmou como maior referência técnica da equipe. Macris, em sua primeira grande chance como titular da seleção, se destacou, apesar de alguns momentos de instabilidade, assim como Mara. Léia, que não defendia a seleção desde os Jogos do Rio, deu segurança à parte defensiva do time.

Zé Roberto foi aos poucos trabalhando outras peças. Bia vinha de um desempenho irregular na Superliga. Na Liga das Nações, no entanto, cresceu e se tornou peça chave no esquema de Zé Roberto. Foi escolhida para a seleção da competição como uma das melhores centrais e ganhou moral para a sequência da temporada.




Com o desfalque de Tandara, ainda recuperando a melhor forma, Zé Roberto contava com outra peça do Minas para comandar o ataque do time. O pequeno tumor no coração de Bruna Honório se tornou mais um problema para o técnico na montagem da equipe. Precisou, então, apostar em duas jovens opostas que ainda não conseguiram se firmar em seus clubes. Nenhuma das duas, aliás, foi titular na última Superliga.

De agora em diante, o bom resultado na Liga será pôsto à prova. Desde o início, o discurso é claro: o principal compromisso da temporada é o Pré-Olímpico (no Pan de Lima, na mesma época, jogará a equipe B). Na competição, entre os dias 1 e 3 de agosto, em Uberlândia, a seleção vai buscar a vaga nos Jogos de Tóquio. A equipe terá os reforços de Tandara, Fabiana e Suelen, além de Carol, que se apresentou para a fase final da Liga, mas ainda busca o melhor ritmo.

Os adversários não assustam tanto. A República Dominicana, que bateu o Brasil ainda no início da Liga das Nações, torna-se o principal obstáculo – Azerbaijão e Camarões são os outros rivais. Uma queda sequer pode ser cogitada. A vaga antecipada daria a tranquilidade que Zé Roberto ainda não teve no caminho até os Jogos de Tóquio.