A chapa Tradição, Ética e Inovação venceu a eleição da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), realizada na manhã deste domingo (10), com 151 votos contra 96 da chapa de oposição, Renova vôlei. O grupo que está no poder da confederação há 45 anos, elegeu, como presidente Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, presidente da CBV desde 2013, e como vice Radamés Lattari. A eleição contou com a votação de jogadores, representantes das federações e clubes, além de medalhistas olímpicos selecionados.

O voto das federações tem mais peso e valem seis pontos. O que garantiu a vitória da chapa Tradição, que ganhou na grande maioria dos estados. Não estiveram presentes na votação o representante do SESI-SP, os atletas representantes do vôlei de quadra do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, além do representante do vôlei de praia de Roraima.




Pela primeira vez, desde 1975, a eleição da CBV teve uma chapa de oposição, a Renova Vôlei, que entrou com o objetivo de dar voz aos atletas, em uma gestão compartilhada. A chapa Renova Vôlei tinha Tulio Teixeira, vice-presidente da Federação Mineira de Vôlei, é candidato a presidente e Sérgio Escadinha, ex-líbero da seleção brasileira, como vice-presidente.

A chapa Renova Vôlei entrou, ainda em dezembro, com representação na Justiça para impedir que a atual gestão, se vencesse a eleição, tomasse posse. Este foi o principal argumento usado por Túlio para tentar convencer os presidentes de federações, principalmente as dos Estados do Norte e Nordeste, que tem forte vínculo com Toroca.

Túlio afirma que cargos dentro de comissões da CBV são ocupados por presidentes de federações e não por pessoas externas e isentas. Toroca e Radamés, se tiverem o mandato cassado após a possível reeleição, podem ter que devolver todo o dinheiro público recebido a partir de 2021.

Fonte da matéria: O Tempo



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